Bernardino Sua História Após Morte – Parte 022

Rogério continuou com a sua história; e nos projetos criminosos que me visitavam a cabeça, a própria morte de madrasta comparecia como solução.
Entretanto, como fazê-la sem causar maior sofrimento a meu pai enfermo que eu desejava conservar.
Não seria aconselhável desmoralizá-la, antes de tudo, aos olhos dele, para que não padecesse qualquer saudade da mulher, condenada por mim à desonra.
Eu tramava no silêncio e na sombra, quando a ocasião esperada veio ao meu encontro.
Convidado a comparecer com a esposa numa festividade pública, meu pai chamou-me e insistiu para que eu acompanhasse Marlene, representando-lhe a autoridade.
Pela primeira vez, concordei com prazer.
Pretendia conhecê-la de mais perto suas amizades.
Infelizes, propósitos nasciam em meu cérebro.
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Bernardino Sua História Após Morte – Parte 021

Rogério continuou a relatar sua história; compreendi que a fortuna herdada me guiava para meu infortúnio moral, e me livrando de qualquer necessidade da vida física, por vários anos, desde que não me deixasse levar ao desperdício.
Ainda assim, quando vi meu pai inclinado ao segundo casamento, quase nos sessenta anos, fiz quanto pude, indiretamente para que ele desistisse, afastando-o de tal ideia.
Ele, todavia, era um homem firme nas decisões e casou com Marlene, uma jovem da minha idade, que mal chegava aos trinta anos.
Recebi a madrasta como intrusa em nosso campo doméstico, e, tornando-a por aventureira comum, à caça de fortuna fácil, jurei vingar-me.
Apesar do carinhoso tratamento do casal para comigo e o tratamento gentil que a pobre moça me dispensava, procurava sempre um pretexto para fugir da convivência domestica.
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Bernardino Sua História Após Morte – Parte 020

Rogério continuou com a sua história de vida; minha mãe cedo percebeu que meu pobre espírito trazia consigo a atitude nociva da usura, e, reconhecendo que lhe seria extremamente difícil colaborar na renovação íntima de meu pai, um homem já feito e desde a infância, habilitado há dominação financeira, concentrava em mim seus propósitos de elevação.
Para isso, buscou estimular-me ao gosto pelos estudos de medicina, alegando que, ao lado do sofrimento humano, poderia eu encontrar as melhores oportunidades de auxílio ao próximo, tornando-me agradável a DEUS, ainda mesmo que não me fosse possível entesourar os recursos da fé.
Intimamente eu zombava das sagradas esperanças de minha mãe, que me era a criatura mais cara ao meu espírito, contudo, sem poder resistir-lhe ao cerco afetivo, consagrei-me há carreira médica, muito mais interessado em explorar os enfermos ricos, cujas doenças, indiscutivelmente, me renderiam amplas vantagens financeiras.
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Bernardino Sua História Após Morte – Parte 019

Rogério para poder ajudar Bernardino, Lucia, Jorge e Luiz espíritos desencarnados, Francisco e sua esposa Maria e seus dois filhos encarnados, começou a relatar sua própria história de vida quando se encontrava encarnado, para os irmãos Jorge e Luiz.
Rogério começou com a voz pausada.
Tanto quanto posso alcançar com a minha memória presente, lembro-me de que em minha última encarnação, desde a meninice, me confere a certeza de que, por muitas e muitas vezes, fui usuário terrível entre os homens da Terra.
Hoje sei, por informações de instrutores abnegados, que, como de outras ocasiões renasci na última encarnação, num lar com grande fortuna, a fim de sofrer a tentação do dinheiro e vencê-lo, a golpes de vontade firme no trabalho incessante do Amor Fraterno.
Porém cai lamentavelmente no caminho errado para a minha infelicidade.
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Bernardino Sua História Após Morte – Parte 018

Rogério respondeu aos irmãos Jorge e Luiz; vocês estão enganados amigos, se algo procuro, em nossa comunhão fraterna é a minha própria renovação.
Eu pela sedução do dinheiro, também caí na última encarnação.
À paixão pela posse dominaram todos os meus ideais.
A fascinação pelo dinheiro tomou-me o ser de tal modo que, apesar de ter recebido o título de médico, numa universidade venerável, fugi ao exercício da profissão para vigiar os movimentos de meu velho pai, a fim de que nem ele mesmo viesse a dispor em demasia, dos bens de nossa casa.
O apego às nossas propriedades e aos nossos haveres transformou-me em um condenado do paraíso familiar, convertendo-me, ainda, num verdugo intratável, naturalmente odiado por todos os que viviam em subalternidade no vasto círculo de minha temporária dominação.
Fiz isso para amontoar moedas e multiplicar lucros fáceis, comecei pela crueldade e acabei nas malhas do crime.
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