Mediunidade – Parte 100

No trabalho mediúnico a interferência ou associação de idéias no médium consciente, no seu esforço para lograr a passividade no transe, ele toma o conteúdo de seu espírito como sendo manifestação alheia.
Nem todos abusam do animismo sob propósitos condenáveis ou para fins vaidosos, por cujo motivo não aconselhamos a desistência do desenvolvimento mediúnico, só porque a interferência do médium perturba a transparência cristalina das comunicações dos espíritos desencarnados.
O médium não é um boneco vivo insensível, e de manejo mecânico, mas sim uma organização ativa com vocabulário próprio e conhecimentos pessoais adquiridos pela sua experiência e cultura humana.
Além de tudo, e um espírito guardando em sua memória, forjada nas existências passadas as experiências dos seus esforços para plenitude espiritual.

Os médiuns conscientes ou semiconscientes, só lhe resta a tarefa de vestir e ajustar honesta e sinceramente as idéias e as frases que melhor corresponderem ao pensamento que lhe é manifestado pelos espíritos desencarnados através do seu contacto perispiritual.
Deste modo os espíritos comunicantes ficam limitados quase que totalmente à vontade e às diretrizes intelectuais e emotivas do seu médium, o qual fiscaliza, observa e até modifica conscientemente aquilo que foi incumbido de dizer.
É tão sutil a linha divisória ou vibratória entre o mundo espiritual com o mundo físico, que a maioria dos médiuns conscientes, e inexperiente dificilmente consegue receber quando predomina o pensamento do desencarnado ou quando se trata de sua própria interferência anímica.
Só depois de alguns anos de trabalho mediúnico, estudos, e afinidades e sensibilidade mediúnica e capacidade de autocrítica e que o médium consegue dominar e distinguir com êxito o fenômeno anímico.
Continua no próximo capítulo.

Sobre Vanderlei

Deixo estas mensagens para efeito de meditação, esperando que encontre a sua paz de espírito tão desejada.
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