Pensamentos para Reflexão – Parte 1621

É muito duvidoso saber realmente qual é a nossa verdadeira classificação espiritual, pois todos nós somos bastante tolerantes para com os nossos próprios defeitos e pecados, somente alguns seres humanos mansos de coração e integrados absolutamente nos conceitos do Cristo, alimentam a ilusão de alcançar o céu sem terem de fazer um estágio retificador no purgatório, conforme ensinam as religiões, católica e protestante.
Assim quando o ser humano atinge a hora derradeira de entregar o corpo à mãe Terra, à ideia macabra infernal e o desespero as esmaga em suas fibras mais delicadas, por desconhecerem a sua verdadeira situação no mundo espiritual.

Apesar dos esclarecimentos salutares do espiritismo quanto à função benfeitora da morte e da inexistência do inferno teológico inventado pelo Catolicismo; muitos espíritas ainda desatentos ao estudo fundamental da doutrina, também não escondem o seu pavor ante a morte de si e dos seus familiares, ante o receio de enfrentarem o “purgatório” de sua própria consciência.
No entanto, já é tempo de o ser humano eliminar esse temor infantil da morte, pois, na verdade, DEUS é a matriz de toda consciência humana, promovendo a felicidade de todos os seus filhos.

O “inferno” é um estado mental de sofrimento transitório criado na própria consciência do ser em “queda” quando deixa o mundo material onerado por culpas de natureza censurável.
DEUS, o Pai Misericordioso, não se sente ofendido com os pecados de seus filhos, porque os vê como espíritos enfermos, e necessitados de tratamentos retificadores.
Alias, no final de todo sofrimento ou vicissitude moral há sempre o bem resultante da certeza de que todos os sofrimentos ou provações são degraus para se alcançar o trono da angelitude.

A morte é um processo liberatório que faculta ao espírito imortal o seu retorno à pátria verdadeira, ampliando também sua área da compreensão espiritual da vida além da morte física.
Quando isto for compreendido em toda sua plenitude, desaparecerão os choros, os desesperos e as revoltas junto do caixão, dando lugar ao sentimento de amor pelos que partem, mas que voltarão a se encontrar pela certeza de que eles são espíritos imortais.
E o espírita tem por obrigação principal aprofundar-se no estudo de sua própria imortalidade, libertando-se das muletas das opiniões alheias condicionadas aos temperamentos indecisos, ociosos e demasiadamente ortodoxos.
Quando o ser humano se descobrir a si mesmo, ele é o vencedor da morte, pois desperta para a vida imortal do espírito.

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