Pensamentos para Reflexão – Parte 1622

O desespero sobre o moribundo só lhe agrava o seu estado de espírito e às angustias próprias da hora tão espinhosa do desencarne, prendendo-o ainda mais fortemente aos laços da matéria.
Os gritos, os clamores desesperados e as inconformações aflitivas da família terrena sobre o caixão do seu ente querido, perturbam-no de modo a esgotar suas energias perispirituais, tão necessárias para ele se desprender do corpo morto e seguir a grande viagem de retorno à sua pátria sideral.

DEUS e os seus prepostos na administração Sideral do nosso planeta é que sabem realmente o instante exato da nossa partida do plano físico, e também, quando o moribundo ainda deve continuar respirando o oxigênio do ambiente terrestre.
Caso ele deva continuar em suas atividades físicas, mesmo a ultima hora, surgem os recursos destinados a restituir-lhes a saúde e a vida.

Não justifica o nosso Amor ao parente que parte, pelas correrias devidas que fazemos no sentido de salvá-lo das garras da morte, pois isso tudo só é válido e reconhecido pelo próprio espírito, quando também o testemunhamos sinceramente em vida e sem qualquer interesse pessoal ou financeiro.
Há filhos que berram sobre o cadáver dos seus genitores à saída do caixão mortuário, mas durante sua existência física lhe negaram o necessário respeito e afeição.
Certos maridos desmaiam tragicamente sobre o corpo gelado da esposa, enquanto sempre viveram dividindo o lar com outras paixões.
Algumas esposas choram convulsivamente e fazem profundos dramas à partida do companheiro conjugal, mas esquecem a irascibilidade, afronta e humilhação que fizeram ao seu marido passar no decorrer de sua vida.

Os cemitérios enchem-se de flores e os túmulos são pintados durante os festejos de “finados”, em que os seres humanos sob o movimento comandado pelo preconceito humano, derramam lágrimas apressadas junto aos restos mortais dos mesmos parentes que trataram de forma agressiva no decorrer de sua vida.
Cumprindo apenas as tradições do mundo e procurando dar satisfações públicas de um sentimento que não alimentaram em vida, a maioria dos seres humanos passa o ano inteiro indiferente à imagem daquele que partiu, para depois, homenageá-lo às pressas num certo dia do calendário humano.
Isso são fatos reais que muitas famílias fazem no decorrer de sua vida no plano físico, e muitas vezes tanto o encarnado como o desencarnado sofrem por não se conhecerem como espíritos eternos.

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