Pensamentos para Reflexão – Parte 1701

A fase torturada e contraditória, cheia de dúvidas e de esperanças, quando o ser humano sente o despertar de sua faculdade mediúnica, mas, infelizmente, ainda não possui a força moral, somente a mente e a moral desenvolvida, e os sentimentos equilibrados, que o faz sintonizar imediatamente com os espíritos benfeitores, à medida que se abrem as partes de acesso ao mundo invisível.
Às vezes, é muito tarde que o médium compreende a natureza e os objetivos do seu exercício mediúnico obrigatório, pois, apesar de ter enfrentado sacrifícios severos, só então comprovou que tudo era feito exclusivamente em seu próprio bem.

O médium como um semeador incondicional dos ensinamentos elevados do plano superior, tanto precisa imunizar-se contra as críticas alheias, como impermeabilizar-se dos louvores ou evidências perigosas à vaidade personalista da vida humana.
As dores do médium ingratidões e injustiças são menos importantes do que as desventuras do próximo; as suas próprias opiniões não podem provocar qualquer conflito ou hostilidade alheia contra a doutrina espírita, que o acolhe e beneficia para usufruir o desejo de renovação espiritual.

Os médiuns já consagrados ou admitidos como trabalhadores ativos no serviço mediúnico organizado, da seara espírita, representam no mundo profano uma ideia espiritual elevada, que não pode nem deve ser manchada pelos seus interesses pessoais, ou caprichos vaidosos.
O mandato mediúnico, que autoriza o médium a prestar um serviço útil à coletividade encarnada, também lhe beneficia o espírito imperfeito, por cujo motivo é compromisso que deve ser executado com toda dignidade e elevação moral.
Aceitando a tarefa mediúnica de máxima importância para si e para o próximo, é evidente que o médium também fica responsável por qualquer desvio ou perturbação que venha a produzir durante o exercício de sua tarefa mediúnica.

Os espíritos superiores são cheios de ternura e Amor, sempre guardam suas esperanças na corrigenda ou renovação dos espíritos que embora sendo imperfeitos e culposos, e lhe dado à oportunidade benfeitora da mediunidade no plano físico, e de recuperação das suas faltas e ajudam a eliminar os deslizes cometidos no seio da doutrina que sempre os apoia.
Mas os médiuns muitas vezes ignoram que é o generoso toque angélico, que tudo higieniza e sublima o que realmente promove as curas e garante as revelações sadias.
O médium é um instrumento de comunicação com o plano superior e inferior dependendo da sua índole moral e espiritual.

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