Pensamentos para Reflexão – Parte 1703

Muitos médiuns cegos pela vaidade de se jugarem autossuficientes, capazes de tudo realizar na suposta independência de qualquer comando invisível, se esquecem da vigilância e do bom senso, perdem a vibração angélica e tombam fragorosamente no lodo de suas próprias imprudências.
Infelizes e orgulhosos, não conseguem perceber quando também muda a presença oculta que os protegia; quando se retira o Anjo e em seu lugar surge à figura do gênio maquiavélico e astuto das sombras.
Dai por diante, há um dono e não um guia; em lugar de orientador terno e tolerante, que a todos os equívocos e interesses inconfessáveis do médium opunha o zelo da sua responsabilidade espiritual, surge o espírito cruel, daninho orgulhoso e vicioso, que exige, domina e castiga.
Desaparece o Anjo amoroso, que conduz os espíritos para o reino da Luz, e se manifesta o senhor de escravos, que depois arrasta do túmulo o médium imprevidente para as regiões das trevas e aqueles que ele enganou pelo próprio médium.

DEUS sempre concede a oportunidade de renovação moral e do trabalho digno a todos os seus filhos.
O médium que esta nos princípios espirituais dignos e superiores têm que agradecer a Bondade Divina, que tolerou os seus erros nocivos do passado concedendo também a graça do serviço redentor tantas vezes quantas forem necessárias para sua elevação espiritual.
Em geral os pecadores são justamente aqueles que mais precisam de Amor, tanto quanto os enfermos necessitam de médico.

O sucesso de todo médium de fenômenos ou intuitivo ainda se fundamenta num único compromisso incondicional, cultiva sua mediunidade com o Cristo e torna-se um trabalhar ativo na seara do Mestre.
Não basta ver, ouvir e sentir espíritos em seu plano invisível, pois o médium, em qualquer hipótese, deve ser um ser humano que, além de contribuir para a divulgação da imortalidade do espírito, é um cidadão comprometido pelos deveres comuns junto à sua coletividade encarnada, onde só a bondade, o Amor, o afeto, a renúncia e o perdão incessante podem livrá-lo das algemas do astral inferior.

A faculdade mediúnica de prova é sempre o acréscimo que o plano espiritual concede ao espírito endividado para conseguir a sua reabilitação espiritual, e sob qualquer pretexto deve ela ser negociada, e nem desprezada.
A mediunidade é um serviço de confiança que o médium exerce em favor alheio sem deixar de cumprir todas as suas obrigações para com a família, a sociedade e os poderes públicos.
Os mentores espirituais não lhe exigem o sacrifício econômico da família, a negligência educativa da prole, o descuido com as necessidades justas da parentela, para só atender indiscriminadamente ao exercício de sua faculdade mediúnica.

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